O Começo
Sou órfã de mãe e de pai.
Fui entregue para adopção com poucos dias de vida e andei de instituição em instituição durante uns dias até ficar como residente no abrigo da Natura. A vida lá não era fácil. Não tinha autorização para sair da minha prateleira para sequer esticar as pernas de vez em quando, não podia falar alto e saídas estavam fora de questão. Havia inclusive um guarda à porta, um autêntico Urso, muito simpático para quem lá passa à porta ou entra em visita, até deixa puxarem-lhe a língua e tudo, mas para quem lá vive é um autêntico tirano. Nem sequer uma ida ao café era possível. Se alguém tentava sair sem o processo de adopção concluído, ele apitava logo numa chinfrineira que só visto. Não havia hipótese.
Até que um dia, cansada de ver todos os meus amigos e colegas irem embora com suas novas famílias, achei que me devia aperaltar melhor para tentar enganar, desculpem, conquistar alguém. Passei pó de talco pelo pêlo, limei os cascos, limpei a cera dos ouvidos, encerei as proeminências que me saem da testa, e roubei um lencito vermelho da prateleira do lado e fiz dele uma linda echarpe.
Resultou!
Foi num dia frio e chuvoso de inverno profundo (ok, ainda era outono e estava sol mas assim a história é mais bonita, dá "aquele" ambiente) que entrou uma criança, sozinha, veio direita a mim, sorriu, pegou-me ao colo e ali, naquele momento eu soube que ia finalmente deixar aquela prateleira de madeira escura e aroma estonteante. Se bem que quando usavam aquele incenso de ópio... hmmmm...
E agora que me lembrei do ópio, vou até ali... a... volto mais logo para contar como foi a minha chegada à casa nova e a descoberta de novos amigos.
Continua...
Até lá,
Supercalifragilisticexpialidocious!
Fui entregue para adopção com poucos dias de vida e andei de instituição em instituição durante uns dias até ficar como residente no abrigo da Natura. A vida lá não era fácil. Não tinha autorização para sair da minha prateleira para sequer esticar as pernas de vez em quando, não podia falar alto e saídas estavam fora de questão. Havia inclusive um guarda à porta, um autêntico Urso, muito simpático para quem lá passa à porta ou entra em visita, até deixa puxarem-lhe a língua e tudo, mas para quem lá vive é um autêntico tirano. Nem sequer uma ida ao café era possível. Se alguém tentava sair sem o processo de adopção concluído, ele apitava logo numa chinfrineira que só visto. Não havia hipótese.
Até que um dia, cansada de ver todos os meus amigos e colegas irem embora com suas novas famílias, achei que me devia aperaltar melhor para tentar enganar, desculpem, conquistar alguém. Passei pó de talco pelo pêlo, limei os cascos, limpei a cera dos ouvidos, encerei as proeminências que me saem da testa, e roubei um lencito vermelho da prateleira do lado e fiz dele uma linda echarpe.
Resultou!
Foi num dia frio e chuvoso de inverno profundo (ok, ainda era outono e estava sol mas assim a história é mais bonita, dá "aquele" ambiente) que entrou uma criança, sozinha, veio direita a mim, sorriu, pegou-me ao colo e ali, naquele momento eu soube que ia finalmente deixar aquela prateleira de madeira escura e aroma estonteante. Se bem que quando usavam aquele incenso de ópio... hmmmm...
E agora que me lembrei do ópio, vou até ali... a... volto mais logo para contar como foi a minha chegada à casa nova e a descoberta de novos amigos.
Continua...
Até lá,
Supercalifragilisticexpialidocious!
5 Mugidos:
12 setembro, 2006 17:41,
Anónimo:
iniciu de vida complicado, mas felizmente encontras-t uma criancinha com bom coraçao..
12 setembro, 2006 18:31,
J:
És sem duvida a maior!
12 setembro, 2006 23:28,
J:
Já agora, quando te aperaltaste... não meteste rolha, não?
13 setembro, 2006 11:38,
Joana Plim:
LOL a Báca é a maióre!
18 setembro, 2006 22:54,
Mustek:
sua baca feliiiiiiz \o/!!! agora sim as coisas começam a correr-te bem na vida !!!
marradinha de alegria
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